02/07/2007 (SEG)
“CLAREIRA FLAMEJANTE”
Obra do jornalista Rogério Recco retrata, com especial ênfase, o processo de eletrificação no Norte do Paraná; lançamento faz parte da programação dos 60 anos de Maringá.
Como parte da programação comemorativa aos 60 anos de Maringá, será lançado no próximo dia 2 de julho, no “foyer” do Teatro Calil Haddad, o livro “Clareira Flamejante”, de autoria do jornalista Rogério Recco.
De acordo com o autor, as publicações sobre o assunto são escassas no Paraná e muito pouco se sabia da história da eletrificação no Norte do Estado. O livro foi viabilizado com o patrocínio da empresa Romagnole, sediada em Mandaguari, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.
Com 140 páginas, a obra, que é um projeto especial da Flamma Comunicação, de Maringá, narra a trajetória da energia elétrica desde seus primórdios no Brasil, no final do século XIX. A partir daí, a eletricidade começou a mudar radicalmente a vida das principais cidades brasileiras, entre elas Curitiba. No entanto, demoraria mais de meio século para chegar ao Norte do Estado, região que, mesmo passando por um grande surto de desenvolvimento, ainda dependia de sucateados e insuficientes motores movidos a óleo diesel para geração de energia. Enquanto isso, na maioria das casas, o que prevalecia mesmo eram lamparinas, que exalavam tufos de fumaça.
Fundada em 1947, a cidade de Maringá só receberia seu primeiro conjunto de motores a diesel em 1952. Como a eletricidade atendia apenas alguns quarteirões, a população vivia às escuras e suas primeiras empresas e indústrias sofriam com o problema. Por causa disso, não raramente eram deflagrados movimentos de protesto contra o governo do Estado, que teria “virado as costas” para o Norte. Isto ocorria também em outras cidades, como Mandaguari e Apucarana. Só Londrina, privilegiada pela existência de várias quedas d’água em sua região, contaria desde cedo com algumas usinas hidrelétricas.
Com uma tiragem de 3,5 mil exemplares, o livro “Clareira Flamejante” será distribuído como fonte de consulta para bibliotecas públicas de todo o Paraná, além de universidades, escolas técnicas e rede pública e particular de ensino, acervos históricos e associações de pioneiros.