17/09/2011 (SAB)
21h00
Falar de amor é difícil, homem e mulher, cada um possui seu jeito de amar, sua maneira própria de impor ou partilhar seu sentimento, seja em momentos duros, carinhosos, solitários, cada um dentro do seu mundo interior desenvolve sua forma de amar e dar amor ao outro que é sua cara metade. Louco Amor é uma adaptação do texto de Jean Cocteau, com titulo original “ O Belo Indiferente “. A montagem mostra um dia na vida de uma mulher que desesperada pela necessidade do outro beira a loucura.
Retrata como o “não se amar primeiro”, pode desmoronar uma relação, uma vida, que por precisar de alicerces, se apoia no imaginário e não no real, imaginar que o outro fará a sua parte no convívio a dois e viver esperando que isso aconteça, viver de esperança, mostra o limite do amor de uma mulher por um homem. O quanto ela é capaz de suportar, a espera, a traição e, principalmente, a indiferença do marido.
Tudo porque não consegue simplesmente deixá-lo. Ela, apesar de ser uma famosa cantora, auto-suficiente economica e profissionalmente, é, ao mesmo tempo, totalmente dependente em relação aos sentimentos que nutre pelo marido. Se anula por ele, deixa-se humilhar, deixa-se desprezar pelo seu próprio companheiro.
A peça foi escrita em 1940 para a sua amiga Edith Piaf.
Jean Cocteau foi um poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo, ator, e encenador de teatro francês. Em conjunto com outros Surrealistas da sua geração (Jean Anouilh e René Char, por exemplo), Cocteau conseguiu conjugar com mestria os novos e velhos códigos verbais, linguagem de encenação e tecnologias do modernismo para criar um paradoxo: um avant-garde clássico. O seu círculo de associados, amigos e amantes incluiu Jean Marais, Henri Bernstein, Édith Piaf e Raymond Radiguet.
As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que ele viveu e que ajudou a definir e criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.
Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX. Além de ser diretor de cinema, foi poeta, escritor, pintor, dramaturgo, cenógrafo e ator e escultor.
Primeira peça adulta de minha direção e primeiro trabalho de uma volta, depois de um ano fora dos palcos.
A peça acontece sabado 17 de setembro no Teatro Reviver as 21H.
Tem no elenco Paula Barbosa e Marcos Trindade que tambem assina a direçao.
Os ingressos custam R$10,00 e meia R$5,00.
Fotos sao de Jackson Yonegura.