02/05/2012 (QUA)
20h30
Ensaio sobre a crueldade
Em seu novo espetáculo “A Sagração da Primavera”, Ballet de Londrina relê obra fundadora da modernidade e consolida uma linguagem coreográfica própria.
Não é necessário mais que um palco nu e um grupo coeso de bailarinos para narrar uma história tão antiga quanto o percurso do homem na Terra. É peculiar da própria natureza, aliás, o ciclo que consome tudo o que é frágil, individual e delicado em prol da força coletiva. A morte é o único caminho possível para o florescimento da vida num mundo que se renova às custas de seu próprio fim. O Ballet de Londrina apropriou-se desse movimento brutal para conceber sua nova montagem.
Sinopse
Num ritual pagão, uma virgem é oferecida aos deuses da primavera em troca da fertilidade da terra. Este é o argumento para uma coreografia que joga luz sobre as sombras da brutalidade e da violência. Em cena, o movimento cíclico da natureza e dos homens é desnudado como um pungente confronto que elege os mais fortes e subjuga os mais fracos. Cem anos depois, esta obra fundadora da modernidade, concebida por Stravinsky e Nijinsky, é relida pelo Ballet de Londrina. A companhia, com uma linguagem própria pautada em inéditos eixos de equilíbrio, consolida-se como uma das referências da dança no sul do Brasil.