26/05/2012 (SAB)
20h00
“UM LUGAR AO SOL”
EUA/1951 – 123min.
Direção: George Stevens
Elenco: Montgomery Clift, Elizabeth Taylor e Shelley Winters.
Classificação 16 anos
Vencedor de 6 Oscar (direção, roteiro adaptado, montagem, figurino, fotografia e trilha sonora), é um dos grandes clássicos do cinema americanos e chegou a ser considerado por Charles Chaplin como o maior de todos os filmes já realizados nos Estados Unidos. Baseado no famoso romance de Theodore Dreiser, “Uma Tragédia Americana” (que o russo Sergei Eisenstein ambicionou, sem sucesso, levar às telas), o filme narra a história de um jovem interiorano, George Eastman (Clift), que chega à cidade grande e vai trabalhar numa fábrica de um parente rico. Ao mesmo tempo em que se envolve com uma colega de trabalho (Winters – que foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo seu trabalho), George acaba se apaixonando pela filha do patrão (Taylor, aos 18 anos).
Ambicioso na escalada social e no coração da jovem socialite, George ver-se-á obrigado a tomar uma atitude em relação à sua namorada operária que, frustrada, acaba chantageando-o. O perfeccionismo de Stevens (diretor de “Assim Caminha a Humanidade” e “Os Brutos Também Amam”) deixou-o por dois anos na sala de montagem e transparece, principalmente, nas cenas de amor entre Clift e Taylor (ambos no auge da beleza) que estão entre as mais belas do cinema clássico. Para o público, um desconforto se fará de forma violenta: o moralismo atroz do filme – desses que fizeram (e ainda fazem) a fama da cultura americana. Para compensar, o magnetismo extraordinário do casal central – que se tornaram grandes amigos e atuariam juntos, ainda, em “A Árvore da Vida” (em 57, de Edward Dmytryk ) e “De Repente, No Último Verão” (em 59, de Joseph L. Mankiewicz).