13/07/2012 (SEX) até 22/07/2012 (DOM)
Contato: Realização: Cultura Inglesa
Exposição apresenta a influência britânica nos filmes e artes sobre ficção científica - tecnologia, cultura, música e filmes.
Os amantes da ficção científica vão se deliciar e matar saudades de antigas paixões. A Cultura Inglesa traz para Maringá a exposição “Ficção: A British Sci-Fi Exhibition”, que mostra a trajetória da ficção científica britânica de forma interativa. Basicamente, a mostra é composta por extensos painéis e estações tecnológicas que contam a história da ficção científica ao longo dos anos, além de objetos como bonecos, máscaras e miniaturas, videoclipes, capas de livros, música e outros. O material revela o gênero em suas variadas molduras, assim como seus ecos em diversas áreas da cultura pop. A Inglaterra tem forte tradição em romances de ficção científica e o material sobre o assunto é vasto.
A exposição que está percorrendo o país chega em Maringá no dia 13 de julho e poderá ser vista pelo grande público na nova ala do Shopping Avenida Center e também, com algumas peças na sede da Cultura Inglesa.
Concebida para integrar a programação cultural do currículo da Cultura Inglesa, a exposição está sendo um grande sucesso por onde passa. Grandes painéis enfocam, na linha do tempo, os autores ingleses de ficção científica. O gênero foi inaugurado em 1816 a partir do livro 'Frankenstein', de Mary Shelley. Em 1897 o irlandês Bram Stoker criou “Drácula”. No século 20 a ficção científica alcança o ápice com produções como a dos britânicos Aldous Huxley e seu “Admirável Mundo Novo”; e George Orwell, com o magnífico “1984”.
O destaque entre as obras contemporâneas é “O guia do mochileiro das galáxias”, uma série de humor escrita por Douglas Adams, com seis volumes, sendo que o sexto foi lançado após sua morte, em 2009. Também britânico, J.G. Ballard, utilizou cenários futuristas como pano de fundo para suas análises do comportamento da sociedade atual. Nos anos 1960, ele escreveu “The Wind From Nowhere” e “Ele morreu há somente três anos”. Mas, foi em 1973, com o romance “Crash”, que Ballard conquistou notoriedade. Depois ele escreveu “Terroristas do milênio” (2003) e “O Reino do amanhã” (2006).
Cineastas levaram para as grandes telas e ao grande público obras. O livro “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Arthur C. Clarke, virou filme pelas lentes do americano Stanley Kubrick. O cineasta também filmou “Laranja mecânica”, de Anthony Burgess. H.G. Wells escreveu obras que se tornariam clássicos e filmes famosos como “Guerra dos mundos”, “O homem invisível” e “A ilha do doutor Moreu”.
Outras obras expostas na Mostra são: “The Quatermass Xperiment”, filme de ficção/terror dirigido por Val Guest no Reino Unido e "V de Vingança", novela criada pelo inglês Alan Moore, lançada em 1981, adaptada para a grande tela sem participação do autor.
A exposição mostra, na linha do tempo, como a ficção foi saindo da literatura para entrar na música, no cinema, HQs e seriados de televisão. Na música, destaque para David Bowie, que criou a canção 'Space Oddity' no final dos anos 1960. Bowie também é ator e atuou em “O homem que caiu na Terra”, de 1976. Ele interpretou um alienígena de forma humanóide que deixa seu planeta para buscar água na Terra.
Entre as séries de TV, o túnel do tempo trará miniaturas dos personagens de “Thunderbirds”. Os brasileiros puderam assistir a série nos anos de 1960 e 1970, com 32 episódios. O elenco era formado por marionetes. O elenco principal era formado por seis membros da família Tracy que faziam parte de uma equipe de resgate internacional. Outros personagens fixos eram Kyrano e sua filha Tin-Tin, Crânio, um engenheiro, Lady Penélope e seu mordomo Parker.
Esta exposição vale a pena ser visitada. Lembrando que é aberta ao público em geral, sem custos, e haverá atividades no local com iPads, jogos e brincadeiras.
Período de 13 a 22 de julho.
Realização: Cultura Inglesa