22/11/2015 (DOM)
17h00
CONVITE AO CINEMA: ''A Última Sessão de Cinema''.
Classificação 16 anos.
Entrada Franca.
Filme: "A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA" - ("The Last Picture Show") EUA/1971 – 125min. Direção: Peter Bogdanovich. Elenco: Timothy Bottons, Jeff Bridges, Ellen Burstyn, Ben Johnson, Cloris Leachman, Randy Quaid, Cybill Shepherd e Eileen Brennan.
Anarene, Texas, 1951. Tédio e desilusão. Nostálgico e muito, mas muito triste, "A Última Sessão de Cinema" foi saudado, em seu lançamento, como a mais promissora estreia de um diretor depois de "Cidadão Kane", de Orson Welles. Isso não é pouco, certamente. E faz jus a essa obra-prima de Peter Bognadovich, então com 32 anos. Trata-se de um dos retratos mais belos daquilo que podemos chamar de "o que perdemos com o tempo?". Uma pequena cidade, seus personagens, suas frustrações, o vazio. A América entrava na Guerra da Coréia. O cinema já não era mais o mesmo. No único da cidade, a última sessão antes do fechamento. O filme é "Rio Vermelho", de Howard Hawks. Bogdanovich orquestra com maestria os anseios do lugar. Adolescentes em rito de passagem para a dura vida adulta: os amores, o sexo, o álcool, o nada. Pessoas maduras e seus ressentimentos diante das frustrações que o tempo fez questão de tornar indeléveis. No elenco fabuloso, Cloris Leachman e Ben Johnson (em trabalho que John Ford, o grande, insistiu para que ele fizesse) levaram o Oscar como Coadjuvantes. Mas tem Ellen Burstyn, uma das maiores atrizes americanas, Timothy Bottons (que havia feito o estrondoso "Johnny Vai à Guerra", de Dalton Trumbo), Jeff Bridges no começo da carreira e a estreia de Cybill Shepherd (que em 76 estaria no "Taxi Driver", de Scorsese), além de Eileen Brennan, como a garçonete Genevieve, uma das mais subestimadas atrizes cômicas do cinema americano. Um filme para quem ama o cinema e sabe que, muitas vezes, o que se perde pelo caminho, não se reencontra jamais. (Paulo Campagnolo – Coordenador do Convite ao Cinema)