17/02/2019 (DOM) até 10/03/2019 (DOM)
Entrada Gratuita
Abre neste domingo (17) e segue em cartaz até o dia 10 de março no museu anexo ao Teatro Calil Haddad a exposição “Meu corpo: objeto alvo”, que traz fotografias de Camila Dias.
O projeto, que é um dos contemplados pelo Prêmio Aniceto Matti 2017, expõe fotos e relatos que abordam o tema da violência física contra a comunidade LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, queer e intersex).
A ideia do projeto surgiu em 2017, a partir de um episódio de violência gratuita sofrida por um grupo de rapazes homossexuais no Rio de Janeiro no ano de 2010, agredidos por lâmpadas enquanto andavam pela rua. O ator Leonardo Vinicius Fabiano convidou a fotógrafa Camila Dias para criar um ensaio fotográfico utilizando elementos como sangue cênico e o mesmo modelo de lâmpadas usadas na agressão, além de fazer alusão à violência sofrida pelo próprio ator, que foi esfaqueado ao voltar para casa no ano de 2016.
O ensaio foi publicado em uma rede social e, a partir da repercussão, decidiram realizar uma exposição. Para isso, convidaram o artista visual Lucas Benatti para assinar o projeto expográfico e Laura Cecilio assina a identidade visual e design gráfico. Participaram do edital da Secretaria de Cultura, no qual foram contemplados e receberam os recursos pra montagem da exposição.
Denúncia
A exposição também terá um catálogo que traz relatos anônimos coletados via internet de outros maringaenses que sofreram violências por sua forma de existir. Com isso, um dos objetivos é denunciar casos que não ganharam destaque na mídia e muitas vezes nem foram registrados como casos de homofobia nas delegacias da cidade.
A exposição se organiza em cinco ambientes, alguns deles interativos, explorando a ideia de dilatação do tempo e formas alternativas de expor uma imagem. “O que Meu Corpo: Objeto Alvo deseja é possibilitar novas e inacabadas inquietações pela visibilidade de corpos-Outros que tencionam e afetam as compreensões rasas de sujeito e objeto de arte a partir do abjeto”, comenta Benatti.
A exposição tem classificação indicativa para acima de 16 anos.