26/11/2021 (SEX)
20h00
Avenida XV de Novembro, Zona 01
Gratuito
18 anos
Secretaria de Cultura
Filme: Pulse
Japão/2001 – 117min.
Direção: Kiyoshi Kurosawa
Elenco: Kumiko Aso, Haruhiko Kato, Koyuki, Kurume Arisaka, Masatoshi Matsuo e Shinji Takeda
Link do Formulário que dá acesso ao filme e ao link do Google Meet
Realização: Secretaria de Cultura de Maringá
Coordenação e Curadoria: Paulo Campagnolo
Apoio: Maringa.Com
Confira uma resenha do filme Pulse, por Paulo Campagnolo:
O profético filme de Kiyoshi Kurosawa (de "Tokyo Sonata" e "Creep"), lançado há 20 anos, apareceu na esteira do chamado J-horror, que fez a fama de filmes como "Grudge" (de Takashi Shimizu), "Dark Water" e, principalmente, "Ring" (ambos de Hideo Tanaka). Ousadamente apresentado em Cannes, na Mostra Um Certain Regard, o filme de Kurosawa teve uma recepção morna, num primeiro momento.
Na época, a internet estava engatinhando e o registro melancólico, trágico e profundamente assustador do diretor não encontrou tanto respaldo – com raras, mas acaloradas exceções. Contudo, com o tempo, o filme cresceu, tornando-se objeto de culto – e não é difícil adivinhar porquê. A história se passa numa grande cidade. As ruas estão quase vazias. Parece que uma pandemia global obriga as pessoas a ficarem em casa para se abrigarem de uma ameaça invisível.
Entre a paranoia a e solidão, a saúde mental das pessoas entra em colapso e as fazem desaparecer – restando delas apenas um borrão... ou quase isso. Com um poder de sugestão extraordinário, sem banhos de sangue ou sustos previsíveis, "Pulse" já entrou para a lista dos grandes filmes de terror da história do cinema. E o mais curioso (e assombroso), tem tudo a ver com nossos tempos – tão estranhos, surreais e também assustadores.
Os artifícios de Kurosawa, no entanto, são os mais simples, mas tão engenhosos que são capazes de fazer gelar a espinha do mais cético dos espectadores. Das imagens desbotadas, opacas, à permanente presença de algo a sufocar a vida dos personagens (numa dessas atmosferas pegajosas que parece que sai do filme a grudar em nós), "Pulse" merece ser conhecido ou, então, revisitado – de preferência na tela grande, mas se não for possível, em casa... com todas as luzes apagadas... e as portas trancadas, é claro! E no notebook, de preferência.